Imagine o seu assistente de IA não apenas encontrando produtos para você, mas realmente realizando a compra deles de forma segura. O novo Protocolo de Pagamentos por Agentes (AP2) do Google foi criado com esse futuro em mente. O AP2 cria contratos criptográficos que vinculam compras realizadas por IA diretamente à pessoa que as autorizou: garantindo segurança, responsabilidade e um histórico de auditoria verificável.
Esse é um grande passo à frente. No entanto, também muda o modelo de risco e fraude para pagamentos. Se as máquinas podem transacionar em nosso nome, os processos de fraude, conformidade e responsabilidade também precisam evoluir.
O que é o Protocolo de Pagamentos por Agentes (AP2) do Google?
Os sistemas de pagamento atuais presumem que um humano clona em "comprar". O AP2 redefine essa premissa com mandatos digitais:
Mandato de Intenção: O usuário autoriza o que o agente de IA pode fazer (ex: “comprar sapatos por menos de R$ 100”).
Mandato do Carrinho: O item específico e o preço são travados assim que encontrados.
Ambos os mandatos são assinados criptograficamente. Juntos, eles formam um histórico de auditoria seguro e reproduzível que vincula a delegação humana à ação do agente. Lojistas e provedores de pagamento podem verificar esse histórico antes de aprovar transações.
O resultado? Uma prova clara de quem autorizou o quê e menos ambiguidade quando os agentes agem em nome das pessoas.
Por que os pagamentos AP2 são importantes para o setor de pagamentos e riscos
O impacto para o e-commerce e as fintechs é gigantesco.
Agentes como atores principais: Os sistemas de IA precisam de identidade, atestação e reputação, exatamente como os lojistas e emissores.
Transações compostas: Cada pagamento combina o contexto do agente, dados do lojista e informações do meio de pagamento. Os modelos de risco precisam considerar os três fatores.
Delegação e responsabilidade: Os mandatos definem o que um agente pode fazer. A responsabilidade flui da cadeia de delegação: pessoa → agente → lojista → pagamentos.
Análise de risco por item: Como os agentes transacionam no nível do produto específico (SKU), a análise de risco precisa ir além do simples "cartão + lojista".
Auditabilidade — Provas reproduzíveis são essenciais para contestações, conformidade regulatória e a confiança do consumidor.
Analistas do setor estimam que mais de 50% dos gastos com e-commerce podem ser assistidos por agentes nos próximos anos. Isso representa mais de US$ 1 trilhão em transações migrando para um novo modelo, que não vai prosperar a menos que a camada de risco evolua no mesmo ritmo.
Como pensamos sobre o AP2 e riscos na Oscilar
Na Oscilar, vemos o AP2 como um motivador para reimaginar a gestão de riscos. A maioria dos controles de fraude atuais — como verificações de frequência de transações, autenticação multifator e revisões manuais — ocorrem no momento da transação e não darão conta de um mundo com compradores movidos por agentes de IA.
Em vez disso, a confiança deve ser aplicada logo no início do processo, no próprio mandato (contrato criptográfico). Uma vez garantida essa delegação do usuário, a execução entre agente, lojista e meio de pagamento pode fluir com o mínimo de atrito.
Veja como estamos adaptando nossa plataforma na Oscilar:
1. Identidade Digital do Agente
Criamos um ID de Agente alternativo semelhante ao funcionamento do reconhecimento de dispositivos hoje: combinando IP, cabeçalhos, estruturas de requisição e padrões de uso. Isso forma um DNA digital estatístico que nos permite reconhecer e acompanhar agentes em diferentes sessões.
2. Perfil Comportamental e Pontuação de Confiança
Cada agente ganha uma pontuação de confiança comportamental com base no tratamento de mandatos, taxas de sucesso de transações e frequência de contestações. Isso cria um sistema de reputação de agentes, muito parecido com o modo como lojistas e emissores são avaliados hoje.
3. Fluxos de Dados Compostos para Machine Learning
O AP2 traz um contexto mais rico para as transações: Agente + Mandato + Lojista + Meio de Pagamento. A arquitetura de processamento em tempo real da Oscilar recebe esses dados instantaneamente, alimentando modelos de ML que detectam anomalias.
4. Orquestração de Risco em Tempo Real
A Oscilar atua como a camada de decisão onde os sinais se encontram para:
Validar mandatos (intactos, não revogados, dentro dos limites).
Avaliar a confiabilidade do agente.
Calcular o risco do lojista e do canal de pagamento.
Fornecer decisões de aprovação, verificação adicional ou recusa em milissegundos.
Isso não é uma adaptação de ferramentas de fraude antigas. A Oscilar é um sistema nativamente pronto para o AP2, projetado para agentes, mandatos e humanos trabalharem juntos de forma equilibrada na análise de risco.
Nosso objetivo? Tornar o comércio guiado por agentes tão confiável e auditável quanto se o próprio usuário estivesse clicando em "comprar", sem perder agilidade.
Olhando para o futuro: E-commerce com agentes de IA
O AP2 é um começo ambicioso. Ele cria um padrão comum para pagamentos seguros e baseados em agentes. Contudo, o verdadeiro desafio para o setor está em construir confiança e responsabilidade sobre essa base.
Na Oscilar, estamos focados em:
Fortalecer a identidade digital
Usar perfis comportamentais para criar sistemas de reputação de agentes
Aproveitar a orquestração em tempo real para garantir que cada compra iniciada por um agente esteja rigorosamente dentro dos limites aprovados pelo usuário
Porque o futuro dos pagamentos não é apenas pessoas pagando pessoas, mas pessoas delegando pagamentos a máquinas. E isso só vai funcionar se a confiança estiver presente desde o início.

Saurabh Bajaj
Diretor de Produto








